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Este vídeo periodontal tem como objetivo descrever o retalho em casos de tratamento de recessões múltiplas com severidades diferentes. acesse: PERIODONTIA

TRATAMENTO DE RECESSÕES MÚLTIPLAS

A migração da gengiva marginal em direção apical é denominada de recessão gengival. Esta alteração é de grande prevalência na população e possui etiologia multifatorial. O aspecto antiestético e a hipersensibilidade dentinária cervical são as principais queixas de pacientes com recessões e o tratamento cirúrgico, muitas vezes, pode ser indicado. As técnicas cirúrgicas para recobrimento radicular que possuem maior previsibilidade são aquelas que associam um retalho posicionado coronalmente à um enxerto de tecido conjuntivo. Em pacientes que apresentam recessões múltiplas um enfoque menos invasivo tem sido utilizado ao evitar incisões relaxantes, já que a própria amplitude do retalho permite sua estabilização e reposicionamento coronal. O objetivo deste trabalho é relatar um caso clínico onde o paciente apresentava recessões múltiplas, profundas e adjacentes e a cirurgia para recobrimento radicularfoi indicadade maneira a evitar incisões relaxantes, já que estas apresentam uma série de desvantagens do ponto de vista fisiológico e estético.

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Fonte: Augusto Neto, R. T.Zilioli, L. H. P.Frizzera, F.Kabbach, W.Sampaio, J. E. C. Rev. odontol. UNESP, vol.41, nEspecial 2, p.0, 2012

 

TRATAMENTO DE RECESSÕES MÚLTIPLAS

A retração dos tecidos gengivais, com conseqüente exposição da superfície radicular, tem origem vmultifatorial, na qual fatores predisponentes, como dentes mal posicionados, com raízes vestibularizadas, deiscências ósseas, gengiva tenuemente inserida, ou mesmo ausente, em vestíbulos rasos, sob a influência da ação de tração de freios e bridas, se associados a fatores desencadeantes – tais como escovação  raumática, contatos oclusais nocivos, lesões inflamatórias, fatores mecânicos, doença periodontal, tratamento ortodôntico, lesões cervicais não-cariosas, incisões relaxantes mal situadas e violação do espaço  iológico – podem provocar uma recessão (Borghetti, MonnetCorti, 2002). Portanto, antes de indicar os procedimentos para o recobrimento radicular, deve-se identificar e tratar todos os possíveis fatores envolvidos  om a etiologia da recessão, avaliar a presença dos fatores predisponentes que influenciarão na escolha da técnica cirúrgica mais adequada, considerar a queixa do paciente como hipersensibilidade, estética e  esões cervicais, além de incluir a recessão em questão dentro da classificação de Miller, de 1985, para então prever a possibilidade do recobrimento radicular ser parcial ou total, ou contraindicar qualquer  ntervenção devido à imprevisibilidade do procedimento. Dentre os vários tipos de técnicas, as de deslocamento coronário possuem muitas variáveis, podendo empregar incisões verticais (Bernimoulin et al, 1968),  er precedidas por um enxerto gengival livre (Bernimoulin et al, 1975) ou estar associadas a enxertos subepiteliais de tecido conjuntivo (Langer, Langer, 1985). Outras variações de deslocamento coronário são as técnicas que possuem incisões horizontais, que promovem vascularização lateral ao retalho e possuem a vantagem de não ser influenciadas pela tração da mucosa alveolar,  freios e bridas. Elas foram inicialmente  dealizadas por Summer, em 1969, consistindo de uma incisão horizontal apical àrecessão, na mucosa alveolar, que se uniria a uma incisão  sulcular, através de um retalho de espessura total, e na região cruenta riada após o deslocamento, seria colocado um enxerto gengival livre. Marggraf, em 1985, preconiza o deslocamento coronário de retalho associado a um aprofundamento de vestíbulo, em que a incisão inicial  orizontal é feita apicalmente à linha mucogengival, com o término em direção ao vestíbulo para aumentar a zona de nutrição para o retalho que virá das laterais. A partir dessa incisão, divide-se o retalho em direção  oronária, unindo-o às incisões sulculares e dissecam-se as vertentes papilares, unindo as incisões sulculares e criando um  retalho extenso que pode ser deslocado coronariamente por inteiro, inclusive sobre as  apilas. Ainda sob este retalho, 2 a 4mm da margem gengival, executa-se uma outra incisão também horizontal, atingindo o periósteo, e procede-se a um deslocamento total em direção apical a este novo retalho, que   fletido para vestibular, dando espaço para a acomodação do retalho inicial. A estabilização do retalho é alcançada por suturas na região das papilas. Tarnow, em 1986, descreveu o retalho semilunar deslocado  oronariamente, que consiste numa incisão curva que traça uma parábola copiando a forma da gengiva marginal da recessão à distância, iniciando na base de uma das papilas adjacentes à recessão e terminando na  ase da outra, preservando um pedículo de vascularização de aproximadamente 2mm, seguindo-se uma divisão desse retalho unindo essa incisão inicial com uma incisão sulcular no dente em questão, e por conseguinte, é feito o deslocamento coronário desse retalho, mantendo-o sob pressão no local desejado por cinco minutos, e depois sem a necessidade de suturas, é então protegido por cimento cirúrgico.  No caso  línico descrito, foi utilizada a Técnica dos Arcos de Saba-Chujfi et al. (2003), na qual, através de incisões no plano horizontal em forma de arcos côncavos, obtém-se um retalho de espessura parcial, que é deslocado coronariamente. Na região cruenta criada pelo deslocamento é aplicado um enxerto de tecido conjuntivo, que permanece exposto tal qual um enxerto gengival livre, servindo como anteparo a uma possível  ovimentação do retalho em direção apical. Saba-Chujfi et al., em 2003, também apresentaram a técnica da tunelização modificada associada ao deslocamento coronário; esta técnica é indicada para casos de retrações múltiplas, em que o fundo de vestíbulo seja raso; isso porque as incisões verticais permitem a interposição de tecido conjuntivo e deslocamento coronário sem incisar as papilas. Com isso garante-se a  utrição e a estabilidade do enxerto.

 

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