0 Item
(41) 3023-0800

#TBT. Um vídeo muito acessado dispondo o básico de cirurgia para recobrimentos radicular, portanto, discutiremos o TRATAMENTO DE RECESSÕES GENGIVAIS. Entretanto, é importante identificar a causa da recessão gengival antes do tratamento cirúrgico. Por fim, o seu dentista irá orientá-lo sobre as medidas corretivas adequadas para você. Acesse o link para maiores informações ou acesse os vídeos goperio para videos em periodontia.

INTRODUÇÃO (TRATAMENTO DE RECESSÕES GENGIVAIS)

A estética cada vez mais tem destaque na Odontologia atual, colaborando, inclusive, para o bem-estar social do indivíduo. Nesse contexto, a periodontia mostra grandes progressos nas técnicas cirúrgicas plásticas, com finalidade estética, dando ênfase para o tratamento da recessão gengival. Basicamente, Recessão gengival ou recessão da margem tecidual pode ser definida como a migração apical da margem gengival, com consequente exposição radicular1 apresentando uma aparência estética desagradável e desconforto pela sensibilidade muitas vezes presente. 

Etiologia e classificação (TRATAMENTO DE RECESSÕES GENGIVAIS)

Inicialmente, Miller Jr19 propôs classificação das recessões gengivais, considerando que a previsibilidade de cobertura radicular é influenciada pela posição da margem gengival em relação à junção mucogengival, pela perda óssea ou de gengiva interdental e pelo posicionamento dental. As lesões foram divididas em as seguintes classes:

I: recessão gengival que não ultrapassa a junção mucogengival, sem perda óssea ou de tecido mole interdental e com previsibilidade de 100% de cobertura

II: recessão gengival que se estende até ou além da junção mucogengival, sem perda de osso ou de tecido mole interdental e com previsibilidade de 100% de

III: recessão gengival que se estende até ou além da junção mucogengival, com perda óssea ou de tecido mole interdental moderada, pode estar associada com

IV: recessão gengival que se estende além da junção mucogengival, a perda dos tecidos interdentais é severa e a cobertura radicular não é previsível.

Literatura Clássica em relação à placa e recessão

Concomitantemente, Freedman et al.20 monitoraram durante 10 anos os índices de placa e gengival, profundidade de sondagem e largura da faixa de gengiva queratinizada ao redor de 112 sítios com zona inadequada de gengiva queratinizada em 39 voluntários. Após 18 anos, foram reavaliados 61 sítios em 17 participantes. Por seguinte, os resultados mostraram que 19 sítios apresentaram aumento de tecido queratinizado, 35 sítios permaneceram estáveis e 7 sítios mostraram redução na faixa de tecido queratinizado. Enfim, concluiu-se que na ausência de inflamação gengival, áreas com pequena quantidade de tecido queratinizado podem manter-se estáveis por longo período de tempo.

Técnicas cirúrgicas (TRATAMENTO DE RECESSÕES GENGIVAIS)

Langer & Langer5 utilizaram pela primeira vez o enxerto de tecido conjuntivo subepitelial para o recobrimento radicular. Nesta investigação, foram selecionados 56 casos que apresentavam recessões amplas, isoladas ou múltiplas. Também, foi realizado retalho de espessura parcial com a preservação das papilas interproximais. In contrapartida, na área doadora foram realizadas incisões horizontais e verticais para a remoção do enxerto. O recobrimento radicular médio variou de 2 a 6mm, havendo mínima profundidade de sondagem e nenhuma recorrência de recessão durante 4 anos de avaliação. O sucesso dessa técnica cirúrgica pode ser atribuído ao duplo suprimento sanguíneo do enxerto, que fica interposto entre a superfície radicular e o retalho.

Allen8 utilizou a técnica do envelope supraperiostal associado ao enxerto de conjuntivo para o tratamento de recessões gengivais Classe I e II de Miller, em áreas isoladas ou múltiplas. A técnica propõe a realização de um bisel interno para a remoção do epitélio sulcular, conservando o máximo possível de tecido gengival. Um envelope é preparado para o rebatimento do retalho nas áreas adjacentes às papilas. As incisões relaxantes horizontais e verticais são eliminadas. Essa técnica reduz o trauma cirúrgico e preserva as papilas intactas, favorecendo a fixação do enxerto dentro do envelope. Os resultados clínicos obtidos com o tratamento de 23 recessões em 12 pacientes2 demonstraram 84% de recobrimento radicular, sendo que a cobertura total foi obtida em 61% dos casos tratados. O resultado estético foi satisfatório, entretanto, a porcentagem de sucesso diminuiu com o aumento da profundidade e da largura das recessões.

Creeping attachment

Harris21 avaliou a ocorrência do creeping attachment após a utilização de enxerto de tecido conjuntivo associado ao retalho parcial de dupla papila. Foram avaliadas 22 recessões gengivais, tratadas com enxerto de tecido conjuntivo, que não haviam alcançado total recobrimento após 4 semanas. Assim, verificou-se que ocorreu o creeping attachment em 95,5% dos casos e que em 17 casos o recobrimento radicular foi integral. A média do recobrimento obtida foi de 0,8mm. O autor concluiu que o creeping attachment ocorreu frequentemente, não estando associado a nenhum fator especial, mas que o completo recobrimento não pode ser previsto.

Logo paós, o mesmo autor propôs o tratamento com enxerto de tecido conjuntivo associado ao deslocamento coronal do retalho ou ao retalho de duplo pedículo, em 50 recessões gengivais Classe I ou II de Miller em molares, em 50 pacientes. Os resultados mostraram completo recobrimento radicular em 58% dos casos tratados. A média de recobrimento radicular foi de 91%. Houve diferenças estatísticas significativas na redução da profundidade da recessão, na redução da profundidade de sondagem, no aumento de tecido queratinizado e no ganho clínico de inserção entre o exame inicial e as medidas obtidas após 3 meses. O autor concluiu que o enxerto de tecido conjuntivo é efetivo para o recobrimento radicular de recessões em molares.

 

WhatsApp chat