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Vídeo que descreve dicas sobre tratamento de furcas em PERIODONTIA.

TRATAMENTO DE FURCAS

Nos dentes com lesão de furca torna-se extremamente difícil optar por uma modalidade de tratamento, uma vez que inúmeros factores influenciam o prognóstico do dente. No entanto, o profissional deverá sempre propor ao paciente um plano de tratamento realista e exequível, com vista ao restabelecimento da saúde periodontal. Os implantes osteointegrados apresentam-se como uma opção terapêutica viável, quando se  revê que o prognóstico do dente não será melhorado com o tratamento periodontal, ou quando o tratamento não possibilite um eficaz controlo da placa bacteriana. Neste trabalho de revisão bibliográfica  retendemos  bordar as distintas opções terapêuticas em molares com lesão de furca e comparar, através de taxas de êxito, estes procedimentos com a colocação de implantes osteointegrados nas áreas maxilares e mandibulares posteriores.

Class III furca 300x279 - TRATAMENTO DE FURCAS

Tratamento de furcas Grau I
A raspagem e alisamento radicular (RAR) e a plastia de furca são os procedimentos aconselhados para o tratamento de furcas

OPÇÕES TERAPÊUTICAS 120 Lima C et al Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina  dentária e Cirurgia Maxilofacial Volume 47, N°2, 2006 to de lesões de furca grau I. A RAR apresenta resultados inferiores em dentes multirradiculares. Por um lado, devido às dificuldade de acesso e, por outro, devido  s limitações anatómicas, onde se enquadram as concavidades e irregularidades da superfície radicular.(25) Outro aspecto relevante relaciona-se com as angulações e dimensões das curetas de Gracey utilizadas na  AR que não são compatíveis com a anatomia dentária, pelo que o resultado do procedimento será negativamente influenciado.(26)

Apesar das inúmeras limitações deste procedimento são indiscutíveis as suas   repercussões nas melhorias dos parâmetros clínicos e na diminuição da mortalidade dentária.(27,28)  A plastia de furca é um procedimento ressectivo que  tem como primordial objectivo a eliminação de defeitos  nterradiculares, restabelecendo a arquitectura óssea. A odontoplastia concomitante reduzirá as irregularidades da superfície radicular e reduzirá o componete horizontal da bolsa.  Estas intervenções recriam uma

Anatomia dentária mais favorável à higienização, pela eliminação de locais retentivos de placa.(21)  A RAR e/ou plastia de furca são tratamentos altamente  viáveis para o tratamento de lesões de furca grau I. Svardstrom e Wennstrom 2000(24) reportam 96% de taxa de  sobrevivência durante 8-12 anos de manutenção, em dentes com lesões de furca tratados com terapia não ressectiva. Nestas lesões não se coloca   inda a questão da extracção, uma vez que estes dentes com tratamento periodontal adequado poderão permanecer em função durante  décadas. Lesão de Furca Grau II

Os tratamentos aconselhados para o  ratamento de  lesões de furca grau II são a plastia de furca, a hemissecção radicular, a tunelização, a regeneração tecidular guiada (RTG)  e a exodontia dentária.

A disparidade de possibilidades terapêuticas para  stas  lesões revela a dificuldade da decisão clínica. Numa lesão de furca grau II terá ocorrido perda óssea  horizontal superior a 1/3 da profundidade de furca, sem o  seu total envolvimento. Isto é, o grau de perda  ssea desta  lesão enquadra-se num intervalo bastante amplo.  Se nos deparamos com uma situação clínica em que a perda óssea horizontal é pouco superior ao 1/3 da profundidade de furca, a plastia poderá ser   ma opção viável, bem como a RTG, que também apresenta excelentes resultados clínicos (74 a 90% de taxa de sucesso), com estabilidade a longo prazo.(29-32) (QUADRO 1)

Porém, em casos de grande  nvolvimento de furca,  com grande perda óssea, próximo do atingimento completo  da profundidade de furca, deparamo-nos com a dificuldade  de optar por um tratamento.  A RTG apresenta a sua maior  revisibilidade em lesões de furca grau II de molares mandibulares, vestibulares ou  linguais, com bolsas iniciais profundas e espessura gengival superior a 1mm(29,33,34) e com reduzida perda de osso interproximal,   elo que deverá preferencialmente ser utilizada nessas situações clínicas.

O procedimento de hemissecção radicular revela índices  de sucesso muito variáveis (68% a 96,8%)(35-38) (QUADRO 2), pelo que apenas se deverá realizar em situa-ções  consideradas ideais, com vista a optimizar os resultados, quer se tratem de lesões de furca grau II ou III.  Além disso, é um tratamento cirúrgico altamente sensível,   são apenas tecnicamente, mas também pelos factores secundários inerentes à sua execução (oclusais, endodônticos, protéticos), que são potencialmente agravantes da predizibilidade do tratamento.

Analisados os   artigos que se referem à causa do insucesso confirmamos que este se deve essencialmente a factores consequentes ao tratamento de hemissecção propriamente dito, como sejam,  fracturas radiculares, cáries  dentárias, complicações endodônticas ou fracturas das restaurações protéticas.  O profissional deverá, então, considerar de extrema relevância a avaliação precisa e objectiva de todos os factores que poderão  condicionar a resposta ao tratamento (indicação do procedimento, terapia de suporte, tratamento endodôntico, restauração protética, forças oclusais, higienização).

Os dentes multirradiculares que apresentam  melhores  resultados, quando tratados com este procedimento, são os molares de tronco curto, com divergência das raízes, com  adequado volume de tecido ósseo remanescente, em que as raízes separadas,   idealmente sem mobilidade, apresentam bom prognóstico.(19,20) No entanto, quando nos deparamos com características anatómicas desfavoráveis, perda óssea lateral ao defeito e mobilidade, talvez seja preferível   optar por outro tratamento com maior previsibilidade de sucesso.  A tunelização é uma alternativa com altas taxas de sucesso (85,7 % a 93,3% de 1 a 8 anos)(39) (QUADRO 3). Este tratamento de furcas poderá ser   realizado em lesões de furca grau II

Source: http://www.spemd.pt/imagens/anexo_266.pdf

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