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TRATAMENTO DE RECESSÕES MÚLTIPLAS

Fica claro que um retalho conservador é importante, porém, diversos fatores podem ter influência sobre o resultado dos procedimentos para recobrimento de recessões múltiplas – um deles é a espessura do tecido gengival. É reportado na literatura que tecidos mais finos do que 0,8 mm na base não atingem 100% de recobrimento radicular6. Dessa forma, técnicas de enxertia utilizando diversos biomateriais têm sido avaliadas na literatura como alternativa ao enxerto de tecido conjuntivo. Introduzida há não muito tempo no mercado, a matriz xenógena 3D de colágeno tem sido avaliada. Em um estudo bastante recente, 485 recessões múltiplas foram tratadas com o retalho posicionado coronariamente e enxerto de tecido conjuntivo ou com o mesmo retalho e matriz de colágeno xenógeno. Nesse estudo, duas hipóteses foram analisadas: a primeira de não inferioridade em relação ao recobrimento, e outra de superioridade em relação ao conforto do paciente. Os autores avaliaram um recobrimento mínimo que o biomaterial deveria apresentar em relação ao enxerto de tecido conjuntivo e com maior conforto (dor pós-operatória). Os resultados mostraram que o enxerto de tecido conjuntivo teve recobrimento radicular estatisticamente superior e que a utilização do biomaterial não teve um comportamento não inferior ao enxerto autógeno. Apesar do melhor conforto reportado pelos pacientes, esse biomaterial produziu resultados inferiores. Desta forma, outros estudos ainda são necessários para definir o melhor protocolo de tratamento para recessões gengivais múltiplas, no entanto, até o presente momento, o retalho posicionado coronariamente modificado associado ao enxerto de tecido conjuntivo autógeno parece ser o mais indicado.

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