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PERIODONTISTA CURITIBA – TRATAMENTO DE RECESSÕES GENGIVAIS

PERIODONTISTA CURITIBA – TRATAMENTO DE RECESSÕES GENGIVAIS

. Técnicas Cirúrgicas
Desde meados de 1950 vários autores têm publicado diferentes técnicas cirúrgicas que se têm mostrado eficazes no recobrimento radicular (Spahr et al., 2005). Estas podem
ser classificadas como enxertos de tecidos moles pediculados ou enxertos de tecidos moles livres. Os procedimentos de enxerto pediculado podem ser agrupados em
procedimentos de retalho reposicionado e procedimentos avançados, enquadrando-se neste último o retalho de reposicionamento coronal. As técnicas de enxerto de tecidos
moles livres autógenos podem realizar-se como enxerto epitelizado ou como enxerto de tecido conjuntivo subepitelial (Lindhe e Lang, 2015). 2.3.2.1. Técnicas de Retalho de Reposicionamento Coronal (RRC) O retalho de reposicionamento coronal tem sido bastante documentado na literatura, mostrando resultados previsíveis perante a presença de determinados fatores anatómicos, como uma adequada altura (1mm para recessões pouco profundas e 2mm para recessões maiores ou iguais a 5mm) e espessura de tecido queratinizado, e a Técnicas Cirúrgicas no Tratamento de Recessões Gengivais 8

Enquadramento Teórico
preservação dos tecidos moles e duros interdentários (Cordaro et al., 2012; Zucchelli e Mounssif; 2015). Esta técnica foi inicialmente descrita por Norberg (1926) e posteriormente reportada por Allen e Miller (1989). Recentemente, foi modificado por Zucchelli e De Sanctis (2000) usando um retalho trapezoidal de espessura total e parcial no tratamento de recessões gengivais múltiplas (De Sanctis e Zucchelli, 2007; Zucchelli e Mounssif, 2015) A técnica descrita por Allen e Miller (1989) consistia na realização de
duas incisões oblíquas, a partir das linhas de ângulo mesial e distal dos dentes adjacentes à recessão, que se estendiam para além da JMG. Um retalho de espessura parcial era
elevado de forma a proteger o osso subjacente. Após o tratamento da raiz, o retalho era posicionado coronalmente e suturado com suuras interrompidas (De Sanctis e Zucchelli,
2007).

a) Técnica Modificada de Retalho Semilunar
Tarnow, em 1986, descreveu a técnica semilunar de retalho de reposicionamento coronal. Segundo o autor, realiza-se uma incisão semilunar que segue a curvatura da
margem da gengiva livre, distante desta o suficiente para posteriormente o retalho cobrir a recessão (fig.1A no anexo 2). A incisão pode estender-se para a mucosa alveolar, caso
não exista tecido queratinizado suficiente para o recobrimento, e deve terminar perto das papilas adjacentes ao dente. Devem deixar-se, aproximadamente, 2 mm de cada lado do
retalho, uma vez que esta vai ser a área de suprimento sanguíneo. É realizada uma incisão intrasulcu ar no meio da face do dente, estabelecendo-se conexão entre o retalho
semilunar e o sulco gengival (fig.1B no anexo 2). É então feito o reposicionamento coronal do retalho até à JAC (fig.1C no anexo 2), ou até à altura das papilas adjacentes,
em caso de recessão interproximal. Finalmente executa-se pressão digital sobre o retalho durante 5 minutos. Caso existam fenestrações ósseas no lugar dador será necessária a
colocação de um enxerto gengival livre (Tarnow, 1986). Esta técnica apresenta as seguintes vantagens: ausência de tensão no retalho após
reposicionamento coronal, ausência de encurtamento do vestíbulo, as papilas mesial e distal permanecem inalteradas, e não existe necessidade de suturas (Tarnow, 1986;
Bittencourt et al., 2006).

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Enquadramento Teórico
b) Técnica de retalho de reposicionamento coronal para recessões múltiplas A técnica de retalho de reposicionamento coronal para recessões múltiplas consiste num retalho de reposicionamento coronal associado à rotação das papilas cirúrgicas, descrito por Zucchelli e De Sanctis (2000) no tratamento de recessões gengivais múltiplas, em dentes adjacentes. Esta técnica consiste na realização de incisões submarginais oblíquas nas regiões interdentárias, contínuas com incisões intra-sulculares,
nas áreas de recessão. Desta forma são desenhadas papilas cirúrgicas para o posterior deslocamento coronal do retalho (fig.3 no anexo 2). Esta técnica envolve a realização de
um retalho com dois tipos de espessuras: na região das papilas o retalho é de espessura parcial, enquanto acima da recessão o retalho é de espessura total; e finalmente a porção
mais apical do retalho é novamente de espessura parcial, para eliminar tensões musculares e para facilitar o deslocamento coronal do mesmo. As superfícies radiculares expostas
são tratadas mecanicamente com o recurso a curetas. Aquando o reposicionamento do retalho em direção coronal, cada papila cirúrgica rotaciona em direção coronal, sobre a
respetiva papila anatómica. Finalmente são feitas suturas para adaptação do retalho e para estabilizar as respetivas papilas (Zucchelli e De Sanctis, 2000).

Fonte: aqui

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