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Periodontista Curitiba – Periodontia e Ortododontia

Periodontista Curitiba – Periodontia e Ortododontia.

Movimento ortodôntico no periodonto saudável

Quando uma determinada força ortodôntica atua sobre um dente, desenvolve-se uma resposta biológica a nível periodontal, ependendo em grande parte da situação de saúde ou doença dos tecidos periodontais e, em menor grau, do nível de suporte dos mesmos (Lindhe e Svanberg, 1974; Cardaropoli e Gaveglio, 2007). Numa situação de saúde periodontal, o periodonto tem a capacidade de se adaptar a forças traumáticas, independentemente das suas características (magnitude, frequência e duração) (Echeverría e Echeverría, 2005). A aplicação de forças sobre um dente não pressupõe a formação de bolsas periodontais, perda de osso alveolar nem a evolução de gengivite para periodontite, independentemente da quantidade de suporte periodontal presente (Polson et al., 1983; Ong e Wang, 2002; Cardaropoli e Gaveglio, 2007). Isto deve-se ao facto de as lesões traumáticas se localizarem ao nível da crista alveolar, apicalmente às fibras supracrestais, que atuam como barreira, impedindo a extensão do possível infiltrado inflamatório gengival para o periodonto de suporte, com consequente migração apical do epitélio de união (Echeverría e Echeverría, 2005). Outra justificação está relacionada com o facto de, na gengivite, a lesão inflamatória induzida pela placa estar confinada ao tecido conjuntivo supra-alveolar enquanto as reações tecidulares que ocorrem devido ao movimento ortodôntico estarem confinadas ao tecido conjuntivo localizado entre a raiz e o osso alveolar envolvente (Cardaropoli e Gaveglio, 2007). Em 1978, Ericsson e colaboradores mostraram que a aplicação de forças dentárias dentro dos limites biológicos a regiões saudáveis mas com suporte periodontal reduzido, não causava destruição periodontal (Ericsson e Thilander, 1978). Boyd et al. (1989) realizaram o controlo de 10 pacientes adultos com periodontite generalizada que foram submetidos a tratamento periodontal prévio ao tratamento ortodôntico, incluindo cirurgia periodontal e consultas de manutenção com alisamento radicular com intervalos de três em três meses, assim como consultas mensais de reinstrução higiénica. Foi verificado que nenhum dos pacientes sofreu perda de inserção superior a 0.3 mm. Os autores concluíram que adultos com tecidoperiodontal reduzido mas saudável podem recorrer ao uso de tratamento ortodôntico. Repercussões do tratamento ortodôntico no periodonto Sofia Viegas 7 fixo, sem que haja um risco aumentado de colapso periodontal ou perda dentária nem perda de inserção significativa (Boyd et al., 1989). Repercussões do tratamento ortodôntico no periodonto Sofia Viegas 8

Movimento ortodôntico no periodonto inflamado

A perda de dentes ou dos tecidos de suporte em pacientes com doença periodontal pode resultar numa série de alterações, tais como: desenvolvimento de um diastema mediano u afastamento geral de todos os dentes, alongamento, inclinação vestibular dos incisivos, inclinação e extrusão dos dentes posteriores e diminuição da dimensão vertical de clusão Ong et al., 1998; Ong e Wang, 2002; Cardaropoli e Gaveglio, 2007; Gkantidis et al., 2010). Estas alterações na posição dentária levam frequentemente a situações de rauma oclusal, podendo acelerar a destruição periodontal se estiver presente inflamação no periodonto (Melsen et al., 1989). O tratamento ortodôntico pode auxiliar a terapia eriodontal, facilitando a resolução de diversos problemas restauradores e estéticos relacionados com dentes inclinados ou extruídos, situações de apinhamento, “espaços negros” nterdentários, diastemas ou espaços inadequados para a reabilitação com pônticos ou implantes (Ong et al., 1998; Ong e Wang, 2002; Cardaropoli e Gaveglio, 2007; Gkantidis et l., 2010). Alguns autores sugerem que a correção ortodôntica pode mesmo contribuir para a egeneração dos tecidos periodontais (Melsen et al., 1989). Existem situações que odem ser consideradas contraindicações relativas para se iniciar o tratamento ortodôntico, sendo que a principal é a presença de inflamação periodontal, que deve ser reduzida ara um mínimo absoluto antes de se dar início ao ratamento. A aplicação de uma força ortodôntica sobre um periodonto inflamado pode levar a uma perda adicional de suporte eriodontal de caráter irreversível (Ericsson e Thilander, 1978; Boyd et al., 1989). Outras situações consideradas fatores de risco são: mobilidade de grau III (mobilidade do dente os entidos horizontal e vertical), perda óssea superior a 75% do comprimento da raiz, lesões de furca de grau II (quando existe perda horizontal do tecido de suporte excedendo 1/3 da argura do dente, mas não envolvendo toda a extensão da área da furca) ou grau III (quando existe destruição horizontal em toda a extensão da área da furca) e história de bcessos repetidos (Lindhe et al., 1999). Na presença de periodontite, os tecidos periodontais são incapazes de se adaptar a forças ortodônticas traumáticas. Nestas circunstâncias, doença periodontal tende a progredir, podendo surgir bolsas infraósseas e defeitos angulares, maior perda de osso Repercussões do tratamento ortodôntico no eriodonto Sofia Viegas 9 alveolar e perda adicional de inserção conjuntiva (Polson et al., 1984). Isto deve-se ao fato de tanto o componente inflamatório traumático como o riginado ela placa acteriana exercerem a sua ação no periodonto em simultâneo e no mesmo local, ao nível da crista alveolar e apicalmente a esta. Adicionalmente, a formação de zonas hialinas em dentições periodontalmente comprometidas pode ser deletéria, pois a regeneração do LP não ocorre na presença de infeção e inflamação, resultando na perda
adicional de osso alveolar (Cardaropoli e Gaveglio, 2007). Ericsson et al., em 1977, realizaram um estudo em cães sobre os efeitos dos movimentos ortodônticos sobre os tecidos eriodontais, em dentições com periodonto reduzido infetado e não infetado. Foi verificado que movimentos ortodônticos de inclinação e intrusão podem induzir a migração da placa supragengival para uma posição subgengival e que o movimento de inclinação em dentes infetados resulta na formação de bolsas infraósseas com migração apical do tecido conjuntivo de inserção. Quando estas mesmas forças são aplicadas em dentes com periodonto reduzido mas não infetado (sem a presença de placa bacteriana e inflamação), não á formação de bolsas infraósseas (Ericsson et al., 1977). A terapia ortodôntica realizada em pacientes com doença periodontal ativa pode certamente contribuir para o futuro colapso dos tecidos.

Deve-se ter em atenção de que uma força considerada “normal” poderá ser excessiva em relação ao suporte do dente, podendo levar a hialinização dos tecidos, excessiva eabsorção óssea e maior colapso periodontal. Em caso de doença periodontal severa, pode levar mesmo à perda do dente. De forma a fornecer uma quantificação numérica útil ara os clínicos, é sugerido que uma força não superior a 10 a 15g seja aplicada a um incisivo maxilar com perda de suporte periodontal, de forma a minimizar a ocorrência de feitos nefastos no periodonto (Cardaropoli e Gaveglio, 2007). A prioridade é eliminar a infeção/inflamação periodontal antes do início do tratamento ortodôntico e, somente após a stabilização da doença, deverá ser iniciada a movimentação dentária. Esta, por sua vez, deverá ser realizada por meio de forças leves e controladas e com a linha de ação próxima o centro de resistência do dente, em associação com um rigoroso programa de controlo de higiene oral e de consultas regulares ao periodontologista (Cardaropoli e aveglio, 2007). Repercussões do tratamento ortodôntico no periodonto Sofia Viegas 10 O tratamento ortodôntico não está contraindicado em situações de extensa perda óssea arginal devida à doença periodontal. Tem sido demonstrado que a combinação adequada e oportuna de movimento ortodôntico e tratamento periodontal pode melhorar a condição eriodontal, contribuindo para o sucesso a longo prazo, desde que o paciente esteja motivado e responda bem à terapia periodontal inicial. (Ong e Wang, 2002;
Cardaropoli e Gaveglio, 2007).

 

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