0 Item
(41) 3023-0800

O QUE É MICROGAP

Este breve vídeo descreve o que é microgap e o significado cientifico da importância dele na implantodontia.

O que é microgap

Inicialmente, do ponto de vista da engenharia mecânica, discrepâncias e micro fendas são inevitáveis, quando duas peças são encaixadas uma na outra (Jansen e col. 1997). Assim, a maioria dos sistemas de implantes apresenta, na conexão pilar-implante, discrepâncias marginais e microfendas. Portanto, existem duas abordagens básicas de colocação de implantes endósseos, incluído
implantes submersos (duas fases cirúrgicas) e não-submersos (uma fase cirúrgica). Contudo, namaior parte dos sistemas de implantes de duas fases, após a colocação do pilar, estabelece-se um microgap entre o implante e o pilar abaixo ou acima da crista óssea.

Implantes não submersos

Primordialmente, em implantes não submersos, o próprio implante estende-se acima do nível ósseo. Assim, a colocação dos implantes abaixo da crista óssea foi recomendada no protocolo cirúrgico de Branemark. Contudo, isto faz com que o microgap fique entre o pilar e o implante abaixo do osso. Assim, em implantes submersos, Berglundh e Lindhe, avaliaram o microgap em implantes de 2 fases Branemark e encontraram tecido conjuntivo inflamado 0,5 mm acima e abaixo da conexão pilarimplante, 2 semanas após o pilar ter sido conectado ao implante.

Implantes submersos

Do mesmo modo, a influência do microgap na formação do tecido peri-implantar durante a cicatrização foi estudada em cães por Hermann (Hermann e col. 2000). Assim, seis diferentes tipos de designs de implantes foram usados. Portanto dois tipos de implantes de peça única e quatro tipos de implantes de 2 componentes. Assim, a abordagem de uma fase (não-submersa)foi usada para o tipo de implante de peça única e para um dos implantes de 2 componentes. Enquanto, uma abordagem de duas fases (submersa) foi usada nos restantes tipos de implantes.

Posteriormente, a conexão do pilar foi realizada 3 meses após a colocação de implantes submergidos. Logo, após 3 meses de cicatrização adicional, todos os animais foram sacrificados. Posteriormente, efetuou-se então, uma avaliação radiográfica que incluía a distância entre o topo do implante e a parte mais coronal do contacto implante-osso. Assim, os resultados indicam que nos implantes de peça única, não-submersos, o nível de osso seguiu, durante todo o tempo os pontos da interface lisa/rugosa do implante.

Por outro lado, nos implantes de 2 componentes, os níveis de ossos pareceram dependentes da localização do microgap,  aproximadamente 2 mm abaixo deste. Portanto, este estudo foi o primeiro a demonstrar que o microgap entre o implante e o pilar tem um efeito direto na perda de osso. Inesperadamente independentemente da abordagem cirúrgica, submergida ou
não-submergida.

Espaço biológico e microgap

Este estudo sugeriu também que a proliferação epitelial para estabelecer o espaço livre biológico pode ser responsável pela perda de osso crestal que se encontra 2 mm abaixo do microgap. Mais tarde, as descobertas radiográficas foram suportadas por análises
histométricas feitas pelo mesmo grupo. Os resultados da análise histológica demonstraram que o primeiro contacto entre o osso e o implante ,à volta de implantes de 2 componentes está dependente do microgap entre o implante e o pilar. Na ausência de microgap, o primeiro contacto entre osso e o implante está dependente da interface.

Influência da Conexão Pilar-Implante Endósseo na Estabilidade Óssea Marginal

lisa/rugosa do implante. O facto de o implante ser colocado por uma abordagem submersa ou não-submersa não altera a magnitude da mudanças histológicas, mas sim a altura temporal a que estas ocorrem (Hermann e col. 2000). Embora o microgap não exista em implantes não-submersos, a perda de osso , durante o primeiro ano de funcionamento em implantes não-submersos, foi reportado, como sendo equivalente ou um pouco menor que em implantes submersos.

No entanto foi reportado que, em implantes não-submersos, o nível de osso alveolar se tenha manteve estável de um até oito anos após a colocação do implante. Poderá ser especulado que o microgap embora não seja considerado a única causa de perda de osso inicial, poderá causar perda de osso durante a fase de cicatrização, se for colocado ao nível ou abaixo da crista óssea (Oh e col. 2002).O inevitável microgap entre o interface pilar-implante mostrou que pode levar a que haja micro infiltração bacteriana. Estes factores podem provavelmente causar uma reação inflamatória nos tecidos duros e moles peri-implantares (Tsuge e col. 2008).

WhatsApp chat