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Este vídeo demonstra brevemente como realizar um enxerto ósseo em alvéolo para preservação de rebordo alveolar.

ENXERTO ÓSSEO EM ALVÉOLO

Primordialmente, a técnica de regeneração óssea guiada (ROG) é uma das mais indicadas para a preservação do alvéolo pós-extração. Sobretudo, baseando-se no uso de uma membrana que servirá de barreira aos tecidos conjuntivo e epitelial.  Portanto, associada ou não a substituto ósseo, pressupõe-se o recobrimento total dessa membrana pelo retalho, para evitar contaminação pelo meio bucal. Similarmente, pode-se utilizar um plug de colágeno como exclusão epitelial em casos que se quira evitar diferenças morfológicas gengivais devido sua manipulação. Para tal, são frequentemente necessárias incisões relaxantes e tracionamento coronal deste retalho. No entanto, pode ser difícil obter coaptação primária em regiões posteriores, notadamente em dentes molares, pelo maior diâmetro do dente e, em geral, menor profundidade clínica do vestíbulo.

Soma-se a isso o fato de que esta manobra clínico-cirúrgica irá alterar a linha mucogengival, trazendo-a para uma posição mais próxima à crista do rebordo. Em consequência, diminuindo a faixa de mucosa queratinizada disponível para a futura reabilitação com implantes. Todavia, ao longo dos meses esta linha mucogengival retorna ao seu nível normal.

BENEFÍCIOS

Entretanto, uma decisão terapêutica possível nesses casos seria a instalação precoce de um implante imediato. Neste caso, o implante é inserido em um sítio pós-extração (tipicamente de 3 meses apos a exodontia). Sobretudo, cabe-se dizer que a instalação do implante favorece um tratamento mais rápido e e menos invasivo aos tecidos moles.

CASOS QUE NÃO PRECISAM DE ENXERTO ÓSSEO

Procurando contornar estes desafios, recentemente tem sido discutida na literatura a possibilidade de realizar os procedimentos de ROG em alvéolos pós-exodontia ( ENXERTO ÓSSEO EM ALVÉOLO) por meio da cicatrização dos tecidos moles por segunda intenção ou “cicatrização aberta” (uma tradução literal de open healing). Nesse sentido, estudos clínicos desde a década de 40 publicaram a cicatrização de alvéolos histologicamente, sem enxerto ou membrana.

Estes estudo mostram, que se a parede vestibular for espessa (como em molares inferiores), a inserção de enxerto ou membrana não são superiores em manutenção tridimensional do rebordo. Portanto, enxerto ósseo em alvéolos neste caso ate tardia a cicatrização para o implante.  Os seja, deve esperar a substituição do enxerto por osso fisiológico (sem exerto – 3 meses, com enxerto – 6 meses). No caso de alvéolos anteriores a avaliação de membranas colágenas deixadas intencionalmente expostas, em camadas simples ou duplas³ e com diferentes técnicas de suturas², na preservação do alvéolo pós-extração.

Os resultados mostraram formação óssea adequada, com pouca reabsorção após a exodontia e baixas taxas de complicações. Embora a ideia seja interessante, mais estudos são necessários para preconizar este uso das membranas colágenas, pois isso vai contra a determinação preconizada pela maioria das empresas fabricantes (que indicam o completo recobrimento pelo retalho) e pela literatura prévia (que relata maior probabilidade de contaminação bacteriana e complicações clínicas, com consequente menor formação óssea quando estas membranas são expostas).

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